ainda assim, você…

Hoje me veio um sentimento muito forte sobre você. Pensei em te mandar mensagem e fiqueic imaginando nosso reencontro, o impacto de te ver de novo, o que vai explodir dentro da nossa cabeça e se teremos alguma chance de conter a emoção no peito. O término nos afastou de um jeito que eu ainda…

Hoje me veio um sentimento muito forte sobre você. Pensei em te mandar mensagem e fiqueic imaginando nosso reencontro, o impacto de te ver de novo, o que vai explodir dentro da nossa cabeça e se teremos alguma chance de conter a emoção no peito. O término nos afastou de um jeito que eu ainda não entendo, nunca pensei que seria possível ficar tão longe de você. Não imaginei que nossos caminhos se separariam assim, depois de tanto tempo cruzados por um elo que eu julguei que seria para sempre.

É difícil imaginar encontrar alguém com quem eu consiga construir algo tão grande e tão gentil quanto foi o nosso amor. Uma parte imensa da minha vida, uma parte que ainda vibra quando penso em você e que insiste em não morrer. Sei que no nosso reencontro minhas pernas não vão responder. Sei que meu coração vai acelerar e sei também que a saudade vai se multiplicar como se estivesse esperando esse momento para crescer ainda mais. E dentro de mim vai surgir aquela mesma vontade profunda e quase desesperada de te colar em mim de novo.

Quando ouço músicas de amor, não só as que marcaram nosso casamento, mas até as que aprendi depois que não estávamos mais juntas, eu lembro de você. É automático. Minha mente corre para você, para a nossa história, para a forma única como nos amamos. Aprendi a falar menos sobre você, mas foi tardio. Talvez você tenha conseguido calar meu nome muito antes de mim, ou talvez esse silêncio nunca tenha sido possível para você. Eu só consegui parar quando percebi que afastava boas garotas porque, sem perceber, eu te chamava. Eu te buscava. Era inevitável, porque meus olhos brilhavam quando falava de nós e um sorriso bobo escapava só de lembrar de você.

Nunca quis guardar mágoa do nosso fim. Era inevitável ter desavenças, afinal terminamos. Mas nada disso apaga que a nossa história foi linda. Na adolescência eu dormia idealizando relações que nunca existiram. Viver com você foi maior do que qualquer fantasia que eu já criei. Foi real demais. Intenso demais. E talvez por isso ainda viva tanto em mim.

E, se eu te visse hoje, a única pergunta que sairia da minha boca seria se você sabe o que é para mim. E talvez você não soubesse responder. Então eu diria que você é a experiência afetiva mais forte da minha vida, um vínculo que me moldou, que deixou marcas bonitas e doloridas ao mesmo tempo e que ainda conversa com partes muito íntimas minhas.

Na verdade, seria diferente de tudo. Eu tentaria conter a turbulência dos meus sentimentos e perguntaria se está tudo bem, isso se você me permitisse falar alguma coisa. A verdade é que hoje eu não posso te mandar mensagem.

Às vezes penso nisso, mas paro antes mesmo de começar. Fica tudo no silêncio, no quase, no impulso que não chega a virar gesto.

E é nessa distância que a dualidade nasce.
Dentro de mim existe uma ideia de reencontro que ainda treme, mas eu sei que a realidade não acompanha essa intensidade. O que imagino é grande, mas o que aconteceria seria breve. O que sinto é quente, mas o que haveria entre nós seria contido.

“Meu coração não cansa de ter esperança.”
Djavan — “Meu Bem Querer”

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