o caminho das pequenas transformações

Ao longo da vida, nos deparamos com mudanças em nossa percepção enquanto sociedade, indivíduo, meios e fins. A nossa percepção não é imutável, tampouco linear suas variações, sejam complexas ou simples, são legítimas e ocorrem de forma individual. Embora as experiências não sejam exclusivamente individuais, posso afirmar que, dentro da nossa própria vivência de mundo,…

Ao longo da vida, nos deparamos com mudanças em nossa percepção enquanto sociedade, indivíduo, meios e fins. A nossa percepção não é imutável, tampouco linear suas variações, sejam complexas ou simples, são legítimas e ocorrem de forma individual.

Embora as experiências não sejam exclusivamente individuais, posso afirmar que, dentro da nossa própria vivência de mundo, estamos vivendo nossas próprias experiências e isso basta.

Ao chegar aos meus 25 anos, notei algumas mudanças. Além dos aspectos físicos, como os primeiros fios brancos e o corpo que já não responde como aos 15, percebo que minha visão de mundo também se transformou. Ainda está firmada sobre as bases que a construíram, afinal, o riacho que desvia demais do seu curso acaba secando, mas agora se mostra mais rica em detalhes. Apesar de ser desconfortável, a mudança que não acontece adoece ainda mais o indivíduo.

Se eu fosse te ensinar a orar, começaria dizendo:

Traz sobre nós toda inquietação para a transformação,

e não nos deixes acomodados no lugar de sempre.

Ao percorrer a construção de nossa personalidade, passamos por várias grandes fases: infância, adolescência, vida adulta e velhice. Mas essa construção não depende apenas dos grandes acontecimentos; são os pequenos eventos do cotidiano que nos moldam de forma sutil, muitas vezes nos tornando incapazes de enxergar com clareza e rapidez. Só ao atravessarmos essas fases é que conseguimos compreender plenamente os aprendizados que a vida nos oferece.

É como quando somos adultos e damos um conselho a uma criança: “Não coloque o dedo na tomada, você vai se machucar.” Por teimosia ou instinto, ela pode ignorar, mas é justamente assim que aprende, criando certeza sobre o que é perigoso. O ciclo se repete ao longo da vida: aqueles que têm mais experiência avisam os que têm menos, transmitindo aprendizados que fortalecem trajetórias e nos ajudam a enfrentar nossas próprias mudanças.

Portanto, a certeza que permanece é de que a mudança é necessária, mesmo que pequena, e que nossa percepção deve se ajustar, se renovar, para nos atender a cada fase e tempo de nossa vida.

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